Sábado, 18 de abril de 2026
Política

Ricardo Couto mantém cortes e discute ajustes fiscais com Cláudio Castro e deputados no RJ

Ricardo Couto participa de reuniões sobre gestão do estado

Por Fabrício Freitas
18/04/2026 às 20h19

Ricardo Couto participa de reuniões sobre gestão do estado / Foto: Vera Araújo/Ilustrativa

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, levou a cabo uma série intensa de reuniões nesta sexta-feira (17), demonstrando sua dedicação em ordenar a administração estadual diante do atual contexto fiscal e político. As agendas ocorreram em dois principais pontos: no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e no Palácio Guanabara, atraindo interlocutores-chave para o debate sobre a governança do estado. Entre eles estavam o ex-governador Cláudio Castro, membros do secretariado estadual e o deputado Carlos Minc, representante da oposição.

No encontro reservado com Cláudio Castro na sede do TJ-RJ, o diálogo girou em torno dos ajustes fiscais que a gestão interina de Couto vem implementando. Destaca-se que esta nova liderança já promoveu 544 exonerações em cargos comissionados, movimento que visa cortar gastos e tentar estabilizar as contas públicas. No entanto, a rapidez com que as demissões têm sido feitas foi objeto de crítica por parte de Castro, que externou preocupação quanto aos riscos de desestruturação dos serviços públicos essenciais devido à redução de pessoal.

A conversa também abordou um dos temas delicados que afeta o estado desde o início do governo interino: a greve dos servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em curso desde o dia 25 de março, poucos dias após Couto assumir interinamente. Castro alertou sobre a importância de resistir às pressões políticas que se intensificam nesses momentos e ressaltou o desafio de conciliar questões políticas com a necessidade imperativa de manutenção dos serviços públicos à população.

Orientações

Ainda durante o diálogo, o ex-governador defendeu a atual gestão em relação ao expressivo déficit orçamentário previsto para o ano de 2026, estimado em R$ 18,93 bilhões conforme o projeto aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele destacou que as projeções de aumento na arrecadação de receitas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e dos royalties do petróleo devem colaborar para a diminuição gradual desse rombo orçamentário, que se espera reduzir até o mês de setembro.

No Palácio Guanabara, Ricardo Couto reuniu-se com seu secretariado para definir e alinhar prioridades administrativas e metas para os próximos meses. Neste espaço, reafirmou o compromisso com as medidas de reestruturação e contenção de gastos que marcam sua gestão, demonstrando que a contenção do déficit ainda é uma prioridade incontornável para o equilíbrio das contas públicas do estado.

Em outra agenda importante do dia, o deputado estadual Carlos Minc, conhecido por sua atuação crítica ao governo mas também por seu olhar atento à sustentabilidade fiscal, reconheceu o esforço do governo interino em implementar cortes e medidas de ajuste diante de um cenário marcado por forte pressão sobre as finanças públicas. Minc também aproveitou o momento para apresentar demandas relevantes, reforçando a importância de diálogo constante com a oposição para que as medidas adotadas sejam capazes de preservar a qualidade dos serviços públicos.

A série de reuniões revela o contexto de desafios que o governo do Rio enfrenta, diante da combinação de um déficit orçamentário histórico, pressões políticas crescentes e a necessidade de manter o funcionamento das instituições públicas. A situação exige um equilíbrio delicado entre corte de gastos e manutenção da prestação de serviços, sobretudo em áreas estratégicas e regiões com maior vulnerabilidade social, como a capital e o Norte Fluminense.

A gestão de Ricardo Couto até o momento optou pela estratégia de cortar gastos de forma rápida, mas vem sendo orientada pelos aliados e opositores a usar a cautela para evitar consequências negativas para o funcionamento da máquina pública. O contexto fiscal da administração estadual segue crítico, e as decisões tomadas neste período terão impactos diretos no rumo da política e da economia do Rio nos meses seguintes, influenciando tanto os servidores públicos quanto a população em geral.

Fonte: Redação

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