O ex-prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, fez um apelo público ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, para que o Estado acelere a regulação de pacientes oncológicos no município. Em vídeo publicado nas redes sociais, Wladimir afirmou que a demora no encaminhamento de pacientes com câncer para unidades especializadas tem provocado reflexos diretos na rede municipal de saúde, especialmente no Hospital Geral de Guarus.
Segundo Wladimir, pacientes oncológicos que aguardam regulação estadual estão permanecendo em leitos clínicos do HGG. Com isso, pessoas que chegam à unidade com necessidade de internação clínica acabam enfrentando dificuldade para conseguir vaga.
“Essa regulação é exclusivamente feita pelo governo estadual, não pelo governo municipal. E a não regulação de pacientes está levando a outro grave problema nos hospitais municipais de Campos”, afirmou.
De acordo com o ex-prefeito, nesta sexta-feira, metade dos mais de 40 leitos clínicos do Hospital Geral de Guarus estaria ocupada por pacientes oncológicos à espera de regulação pelo Estado. Ele disse ainda que a situação tem agravado o quadro de saúde desses pacientes, além de reduzir a capacidade de atendimento a outros casos clínicos.
“O paciente oncológico, que não está sendo regulado pelo Estado, está ficando em leito clínico, principalmente no Hospital Geral de Guarus. E quando chega um paciente que precisa de um leito clínico normal, ele não consegue leito e está tendo que voltar para casa ou até ficar em cadeira, que não é o local adequado”, declarou.
Wladimir pediu que o governador em exercício trate o tema com a Secretaria de Estado de Saúde. A regulação oncológica de pacientes internados é feita pelo Sistema Estadual de Regulação, conforme orientação da própria Secretaria de Estado de Saúde, que prevê solicitação de transferência ou avaliação em “oncologia paciente internado” no SER para unidade especializada.
O ex-prefeito também destacou que Campos conta com três unidades habilitadas para atendimento oncológico de alta complexidade. A própria Prefeitura já informou que algumas portas de entrada, como a oncologia, passam pelo Sistema Estadual de Regulação, e que a regulação depende de outro sistema.
“Campos tem três unidades de Unacon, que são referência para oncologia, então não tem o porquê essa fila tão demorada continuar acontecendo. Fica aqui o pedido sincero, verdadeiro, de todo o coração”, disse Wladimir.
O espaço segue aberto para manifestação do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Saúde.
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