Quinta-feira, 16 de abril de 2026
Cidades

Ex-secretário de Saúde questiona subnotificação de vítimas de arma de fogo no RJ

Deputado federal cobra transparência e melhor monitoramento dos casos no estado do Rio

Por Fabrício Freitas
16/04/2026 às 14h29

Daniel Soranz questiona números oficiais de homicídios com armas de fogo no Rio. / Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-secretário de Saúde do município do Rio de Janeiro e atualmente deputado federal, Daniel Soranz (PSD-RJ), formalizou um pedido na Câmara dos Deputados para que o Ministério da Justiça e Segurança Pública esclareça a existência de possíveis divergências nas estatísticas de homicídios por arma de fogo no estado do Rio. Soranz levantou a hipótese de que os dados divulgados não estariam refletindo a realidade apontada pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vinculado ao Ministério da Saúde.

Divergência entre dados oficiais e registros de mortalidade

De acordo com Soranz, os números da segurança pública não estariam classificando corretamente os homicídios e ocorrências de vítimas atingidas por projéteis de arma de fogo. Ele indicou que muitas mortes estariam sendo registradas sob a categoria de "causas indeterminadas", o que dificultaria obter um panorama fiel da violência armada no estado do Rio de Janeiro. Esta possível subnotificação pode provocar uma falsa percepção de queda nos índices de homicídios, criando uma visão distorcida da situação real enfrentada pela população.

Além do estado do Rio, a necessidade de dados precisos ganha reforço na importância para regiões como o Norte Fluminense, em que cidades como Campos dos Goytacazes enfrentam altos índices de violência e demandam políticas públicas eficientes para proteção da população.

Impactos da subnotificação na elaboração de políticas públicas

A distorção nos dados oficiais prejudica o planejamento e a execução de estratégias eficazes por parte das autoridades na prevenção da violência. Sem um diagnóstico claro, as ações direcionadas ao combate a homicídios e ao atendimento de vítimas de arma de fogo perdem eficácia. Isso afeta tanto a atuação de Segurança Pública quanto a Saúde, que precisa ampliar a capacidade de resposta e reabilitação das vítimas.

Na visão de Soranz, a manipulação ou classificação incorreta dos dados pode criar uma falsa sensação de segurança entre a população e também entre gestores públicos. Para os profissionais que trabalham diretamente nessas áreas, a clareza sobre o número real das vítimas é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas que possam de fato reduzir os índices de violência.

Junto ao requerimento na Câmara, Soranz defendeu a criação do Cadastro Nacional de Vítimas de Ferimento por Arma de Fogo (CadFAF). A iniciativa visa centralizar informações detalhadas e atualizadas sobre as vítimas desse tipo de violência, facilitando a análise e a elaboração de estratégias integradas entre os órgãos de saúde e segurança.

Ao propor o CadFAF, o deputado ressalta a importância da transparência e do monitoramento integrado no combate à violência armada. Um sistema com dados confiáveis e acessíveis permitiria identificar padrões regionais e temporais, além de possibilitar uma resposta mais rápida e eficiente tanto nos atendimentos emergenciais quanto nas medidas preventivas.

 

Fonte: Redação

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