A Rio Fashion Week voltou a movimentar o calendário da moda carioca e brasileira em 2026 após uma década de interrupção, trazendo uma exposição singular que celebra o carnaval como alta-costura. Com curadoria de Gringo Cardia e idealização de Milton Cunha, a mostra "A Alta Costura do Carnaval" ocupa um espaço de 750 metros quadrados no Píer Mauá, na região portuária do Rio de Janeiro, até o próximo sábado, 18 de abril.
Reconhecimento do carnaval como arte e moda sofisticada
A exposição reúne 50 figurinos e adereços de cabeça usados por celebridades como Sabrina Sato, Xuxa, Anitta, Giovanna Lancellotti e Adriane Galisteu, todos assinados por Henrique Filho, estilista com cinco décadas de experiência dedicada ao universo do carnaval. Além dos trajes, 17 peças aparecem em painéis fotográficos de grandes dimensões, autoria de Priscila Prade, ampliando a percepção do público sobre a grandiosidade e o detalhamento das criações.
Henrique Filho reforça a ideia de que o carnaval pode ser encarado como alta-costura, uma vez que o trabalho artesanal em tecidos, bordados e pedrarias demanda técnicas e precisão comparáveis às da tradição europeia de moda fina. Segundo o estilista, as coleções contemporâneas de grandes casas internacionais como Valentino e Dior já adotam estruturas e ornamentos semelhantes aos já explorados pelo carnaval, trazendo novos olhares para uma manifestação cultural altamente sofisticada.
Carreira e legado do estilista Henrique Filho
Natural de Bela Vista do Paraíso, no Paraná, Henrique iniciou sua trajetória no mundo da moda decorando bailes e confeccionando fantasias para blocos e amigos. Em 1984, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aprimorou sua técnica em alta-costura e iniciou a produção de figurinos carnavalescos, ganhando prestígio sobretudo entre rainhas de bateria e membros de escolas de samba renomadas.
Com um histórico que inclui trabalhos para figuras como Luma de Oliveira e Xuxa, o estilista desenvolveu uma relação duradoura com Sabrina Sato, assinando suas fantasias para o carnaval do Rio e São Paulo nos últimos 15 anos. Além disso, Henrique produz looks para diversos momentos do calendário festivo e social, demonstrando a versatilidade e o impacto social de seu ofício.
O processo criativo pode levar até seis meses para produzir uma única peça, o que demonstra o empenho e o valor agregado do trabalho artesanal. O estilista mantém uma equipe de bordadeiras que realiza em tempo real suas criações para os visitantes da Rio Fashion Week, evidenciando a importância do reconhecimento das habilidades manuais nacionais e a herança cultural do carnaval carioca.
A valorização da mão de obra e a importância social da exposição
Gringo Cardia, curador da mostra, enfatiza que o trabalho de Henrique Filho é um exemplo de talento talentoso que permanece invisibilizado, apesar da relevância no cenário cultural do país. Ele ressalta que o carnaval é a maior escola de belas artes brasileira, e a exposição busca provocar uma reflexão sobre a necessidade de valorizar artistas e artesãos que atuam neste segmento.
A mostra organizada em parceria com a Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro, representada por Daniela Maia, também representa um resgate de políticas públicas voltadas à moda e à cultura, destacando a retomada da Rio Fashion Week como um evento estratégico para a promoção cultural e econômica da cidade e do estado do Rio de Janeiro.
Os debates instaurados pela exposição refletem a ampliação do conceito de alta-costura para além das fronteiras europeias, reconhecendo a criatividade e o trabalho dos profissionais das comunidades locais como parte integral da identidade cultural nacional. Além disso, o projeto reforça o potencial do carnaval como vetor de inclusão social, geração de emprego e fortalecimento do turismo regional, sobretudo nas áreas metropolitanas do Norte Fluminense.
A Rio Fashion Week 2026 apresenta também um panorama da moda contemporânea com desfiles e atividades de diferentes criadores e marcas até o dia 18 de abril, compondo um ambiente que une tradição, inovação e valorização do patrimônio cultural brasileiro.
O compromisso com a memória e a cultura do carnaval pode inspirar políticas públicas que ampliem os investimentos em formação profissional, proteção do patrimônio imaterial e estímulo econômico para artesãos locais, fortalecendo a cadeia produtiva e promovendo a diversidade cultural da região.
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