Estado RJ

Vídeo feito na Baía de Guanabara mostra desgaste aparente em pilar da Ponte Rio-Niterói

Registro feito por caiaqueiro mostra desgaste aparente em pilar da Ponte Rio-Niterói e leva motoristas a cobrarem vistoria técnic

Por Fabrício Freitas
04/06/2026 às 17h43

Vídeo feito na Baía de Guanabara mostra desgaste aparente em pilar da Ponte Rio-Niterói / Foto: Reprodução/Redes Sociais

Um vídeo gravado por um caiaqueiro na Baía de Guanabara passou a circular nas redes sociais após mostrar o que aparenta ser uma área deteriorada em um dos pilares da Ponte Rio-Niterói. As imagens mostram parte da estrutura com desgaste visível, o que gerou preocupação entre pessoas que passam diariamente pela principal ligação viária entre Rio de Janeiro e Niterói.

No vídeo, o autor afirma não ser especialista no assunto, mas diz considerar necessária uma fiscalização mais rigorosa sobre os pilares da ponte. Ele relata preocupação com o desgaste provocado ao longo dos anos e cobra uma verificação técnica para que a população tenha informações claras sobre a real situação da estrutura.

A Ponte Rio-Niterói é administrada pela Ecovias Ponte, concessionária do Grupo EcoRodovias. O trecho concedido envolve a BR-101/RJ, a ponte e seus acessos. A regulação cabe à Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT. O contrato de concessão foi assinado em 18 de maio de 2015, com prazo de 30 anos, e a operação com cobrança de pedágio teve início em 1º de junho de 2016, segundo os dados informados.

A concessionária é responsável por administrar 13,2 quilômetros da Ponte Rio-Niterói e seus acessos. Em documentos antigos da ANTT, o nome jurídico aparece como Concessionária Ponte Rio-Niterói S.A. ou Ecoponte. Mais recentemente, o trecho passou a ser tratado como administrado pela Concessionária Ecovias Ponte S.A.

Apesar da repercussão do vídeo, uma análise técnica é necessária para indicar se o dano mostrado nas imagens é apenas superficial ou se exige algum tipo de intervenção estrutural. A avaliação deve considerar fatores como corrosão, exposição ao ambiente marítimo, integridade do concreto, armaduras internas, histórico de manutenção e inspeções já realizadas pela concessionária.

A preocupação se torna maior pelo peso da ponte na mobilidade do estado. A Rio-Niterói registra fluxo diário superior a 150 mil veículos, considerando a circulação nos dois sentidos. Nos dados de arrecadação, a Ecovias Ponte contabilizou média de cerca de 80 mil veículos equivalentes pagantes por dia no primeiro trimestre de 2026.

Com esse volume, a concessionária teve receita de pedágio de R$ 45,2 milhões no período, o equivalente a aproximadamente R$ 15,1 milhões por mês. Com a tarifa básica atual de R$ 6,60, em vigor desde 18 de março, a arrecadação mensal estimada fica próxima de R$ 15,8 milhões, mantido o mesmo patamar de tráfego.

A praça de pedágio fica em Niterói, na BR-101/RJ, no km 322,23, conforme cadastro da ANTT. Os reajustes da tarifa são regulados pela agência federal. Em março de 2026, a tarifa básica para automóvel, caminhonete e furgão passou de R$ 6,20 para R$ 6,60.

Nas redes sociais, moradores e motoristas passaram a cobrar esclarecimentos sobre a manutenção da ponte e sobre a frequência das inspeções realizadas nos pilares. A principal demanda é se há laudo recente sobre a estrutura e se existe algum serviço programado para o local.

A Ponte Rio-Niterói é uma das estruturas mais estratégicas do sistema viário do estado. Por isso, qualquer sinal visível de desgaste, ainda que não indique necessariamente risco imediato, exige resposta técnica transparente. A divulgação de informações oficiais pode reduzir a insegurança de quem utiliza a ponte diariamente e permitir que a população saiba quais medidas de manutenção estão sendo adotadas.

Fonte: Fabricio Freitas

Últimas Notícias

EM ALTA

Todos os direitos reservados - Ururau Copyright 2008-2026 Desenvolvimento Jean Moraes