Em momento de extrema reflexão que envolve a população do Estado do Rio de Janeiro, com o governo interino do desembargador Ricardo Couto, essa reflexão nos leva a procurar saber: para onde foi o dinheiro do Estado nos últimos 5 anos?
O governo do Rio arrecadou, em royalties do petróleo, valores aproximados de R$ 127,8 bilhões entre 2021 e 2025; com a venda da Cedae, R$ 24,89 bilhões; e, em renúncia fiscal, R$ 103 bilhões. É bem provável que o Estado do Rio tenha renunciado mais do que arrecadado em ICMS nesse período, a ponto de fechar o ano de 2024 com déficit de R$ 2,4 bilhões, enquanto renunciou a R$ 23 bilhões.
O Estado deve à União Federal R$ 225 bilhões. Está sem pagar a dívida pública em razão de uma liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Embora a União tenha recorrido da decisão, o caso ainda não foi a plenário.
Mas para onde foi esse dinheiro?
Boa parte dos pagamentos foi para a Construtora Metropolitana S/A: R$ 991 milhões em aproximadamente 14 projetos. Dizem que quem manda nessa empresa atende pelo nome de Alê.
A Construtora Litorânea S/A faturou R$ 715,8 milhões, com 14 projetos. A Santa Luzia Engenharia faturou R$ 340,8 milhões, em 7 projetos. A União Norte Engenharia recebeu R$ 226,3 milhões, com 5 projetos.
Existem outras empresas que também tiveram projetos aprovados no governo, mas com valores menos expressivos. Mas fica uma pergunta: por que as estradas do Estado não têm qualquer tapa-buraco desde 2022?
Basta andar pelo Estado para saber que não houve nem tapa-buraco. Onde foram parar valores tão expressivos, em sua maioria de recursos procedentes dos royalties do petróleo?
Contratos com eventuais sobrepreços existem em quase todas as administrações. Os empresários pagam seus impostos e devem ser remunerados dignamente. Mas o que estamos abordando é a eventual ausência dos serviços.
O Estado nunca esteve tão abandonado. Existem mais de 500 vagas de auditores fiscais para serem preenchidas. A quem interessa essa paralisia?
Qual foi o orçamento fiscal nesse período na segurança pública?
Estamos abordando, no momento, os últimos 5 anos, mas esse abandono é antigo. Não foi privilégio de Cláudio Castro. Ele só foi o último cooptado pela República do Leblon e da Faria Lima.
Nos dias atuais, a maior audiência é do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, Poder Executivo. Essas exonerações que estão sendo feitas pelo desembargador Ricardo Couto são um pingo d’água no oceano.
O problema maior do Rio são as exonerações fiscais das grandes empresas que bancam a fraude das eleições no Estado do Rio de Janeiro.
Matéria importante sobre o tema foi publicada em 2 de dezembro de 2025 (AQUI). Quem trata disso com a melhor técnica e precisão é o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, em ação civil pública que foi julgada, em primeira instância, parcialmente procedente.
O próprio governador Cabral, em sede de delação premiada, afirmou a trapaça que são as eleições para governador no Estado do Rio de Janeiro, tendo, na oportunidade, citado inclusive as vítimas dele e de seu grupo político à época.
Não haverá eleições limpas no Estado do Rio de Janeiro com os privilégios concedidos a um grupo escolhido pela Codin.
O julgamento do processo dos royalties do petróleo será adiado. Tanto tempo para colocar o processo na pauta do Supremo e, agora, logo agora que existe um governo interino, o Supremo quer julgar.
O Rio não depende desse processo. Falta, além de outras providências, cobrar as empresas que não pagam ICMS e contratar auditores fiscais.
Quem teria interesse em ver o Estado do Rio de joelhos para as organizações criminosas?
Essa é uma boa pergunta.
O problema é que a mídia corporativa, com raras exceções, como Renata Lo Prete e Otávio Guedes, entre outros que, embora limitados, ainda conseguem apresentar cognições republicanas.
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