Uma denúncia anexada à investigação da Polícia Federal aponta que a campanha da vereadora Thamires Rangel, filha do deputado estadual Thiago Rangel, pode ter sido beneficiada por recursos desviados de contratos ligados a escolas estaduais. O caso consta em material enviado ao Supremo Tribunal Federal no âmbito das investigações que envolvem o parlamentar.
Segundo o relato, um diretor de escola estadual da Região Noroeste Fluminense afirmou à PF ter sofrido pressão para liberar R$ 200 mil da conta de um colégio. O valor, de acordo com a denúncia, seria destinado à campanha de Thamires Rangel em Campos dos Goytacazes, nas eleições municipais de 2024.
Thiago Rangel foi preso no último dia 5, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A mesma operação também levou à prisão o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, apontado pelos investigadores como líder da suposta organização criminosa. Bacellar nega irregularidades.
De acordo com a denúncia, o pagamento seria feito por meio da emissão de uma nota fiscal falsa. O dinheiro sairia da conta da escola e, segundo a promessa atribuída ao grupo, seria devolvido cerca de 15 dias depois. O diretor relatou que recusou a proposta.
Após a negativa, segundo o relato anexado à investigação, as cobranças teriam aumentado. O servidor afirmou ter recebido mensagens e ligações por WhatsApp. Em uma das situações, o ex-policial civil Luis Fernando Passos de Souza, conhecido como Pastor, teria feito uma videochamada na qual Thiago Rangel teria aparecido defendendo a liberação do pagamento.
Luis Fernando é citado pela Polícia Federal, a partir de conversas extraídas do celular de Thiago Rangel, como possível operador financeiro do esquema investigado. Segundo a PF, ele teria atuação em fraudes envolvendo contratos de obras em escolas públicas estaduais no Norte e Noroeste Fluminense.
Ainda conforme o relato, outros diretores da rede estadual também teriam sido pressionados a fazer pagamentos antecipados a empresas responsáveis por obras. Empresários do setor também teriam mencionado cobrança de propina de 30% sobre vendas de mercadorias destinadas às escolas.
Para os investigadores, a denúncia do diretor escolar apresenta pontos de convergência com provas reunidas na Operação Postos de Midas, aberta em 2024. Essa investigação apurou suspeitas sobre o crescimento patrimonial de Thiago Rangel, que declarou R$ 224 mil em bens em 2020 e mais de R$ 1,9 milhão em 2022, ano em que foi eleito deputado estadual.
A Polícia Federal também encontrou no celular de Thiago Rangel um vídeo que mostra uma mala com cerca de R$ 500 mil em dinheiro vivo. Segundo a investigação, o valor faria parte de um suposto esquema de caixa dois para financiar campanhas políticas em Campos nas eleições de 2024.
No documento enviado ao STF, a PF aponta suspeita de que quase R$ 3 milhões teriam sido obtidos pelo grupo e utilizados em campanhas eleitorais de aliados no Norte Fluminense. Entre os nomes citados pela investigação está o da vereadora Thamires Rangel.
A defesa de Thiago Rangel nega todas as acusações. Os advogados afirmam que o deputado é inocente e que os fatos estão sendo “equivocadamente imputados” ao parlamentar. A defesa também classificou a denúncia como anônima, sem verificação prévia, e disse que as alegações são “absolutamente inverídicas”.
Os advogados negam ainda que Thiago Rangel tenha operador financeiro ou que tenha recebido recursos ilícitos. Segundo a defesa, os valores em espécie mencionados na investigação seriam compatíveis com a atividade empresarial do deputado no setor de postos de combustíveis. A defesa afirma que todas as acusações serão contestadas nos autos.
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