Em resposta à reportagem "Falsa advogada presa e 5 jamigos ganharam mais de meio milhão na Casa Civil do RJ", a coluna publica na íntegra nota enviada no inicio da tarde de domingo por Maria Eduarda de Azevedo Bento, em nome dela, Leandro Cristiano dos Santos e Juliana Pereira Nunes França Vilela, ex-funcionários da pasta.
NOTA À IMPRENSA
"Diante das informações que vêm sendo divulgadas sobre a atuação de integrantes da equipe vinculada aos projetos ODS Rio 2030 e Palácio Verde no âmbito da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, torna-se necessário esclarecer os fatos e afastar interpretações equivocadas que vêm sendo propagadas.
Em primeiro lugar, é preciso afirmar de forma clara e objetiva: nós não éramos funcionários fantasmas.
Nossa atuação era efetiva, diária, conhecida e documentada.
Os integrantes da equipe desenvolviam atividades relacionadas aos projetos governamentais, participavam de reuniões presenciais e remotas, elaboravam propostas, estudos, apresentações e acompanhavam a execução de iniciativas estratégicas voltadas à sustentabilidade, governança e desenvolvimento social.
A equipe era conhecida por toda a estrutura administrativa com a qual mantinha relação institucional, incluindo o Secretário Sérgio Pimentel, o Subsecretário Técnico-Executivo Aroldo Neto, servidores da Casa Civil, assessores e o próprio setor de Recursos Humanos.
Assinávamos folhas de ponto regularmente, participávamos de reuniões de alinhamento e mantínhamos contato constante com gestores públicos e demais agentes envolvidos nos projetos que estavam sob nossa responsabilidade.
O projeto ODS Rio 2030 foi concebido para promover a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 no Estado do Rio de Janeiro, por meio da construção de políticas públicas, iniciativas de sustentabilidade, inovação e desenvolvimento social. O trabalho envolveu reuniões técnicas, elaboração de propostas, pesquisas, articulação institucional e construção de projetos voltados ao interesse público.
Posteriormente, após alterações de direcionamento administrativo, a equipe passou a atuar no desenvolvimento do Projeto Palácio Verde, iniciativa voltada à implementação de práticas sustentáveis na administração pública estadual.
Durante todo esse período, a equipe desempenhou suas funções sem sequer possuir uma estrutura física adequada para o trabalho. Diversas vezes foram realizados pedidos para disponibilização de um espaço dentro da própria Casa Civil, de forma a permitir o desenvolvimento das atividades de maneira mais eficiente.
Existem, inclusive, registros de comunicações realizadas diretamente com o Secretário Sérgio Pimentel tratando justamente da necessidade de estrutura física para a equipe. Em uma dessas conversas, após receber relato detalhado sobre a atuação diária dos profissionais, os projetos em andamento e a ausência de espaço para trabalho, o Secretário respondeu expressamente que tinha conhecimento da situação e que ainda não havia conseguido disponibilizar um local adequado para acomodação da equipe.
Tal circunstância demonstra que a existência da equipe, sua atuação e suas demandas eram de conhecimento da alta gestão da pasta.
Da mesma forma, o Subsecretário Técnico-Executivo Aroldo Neto participou de reuniões, acompanhou discussões relacionadas aos projetos e tinha ciência da atuação desenvolvida pelos integrantes da equipe.
Não é razoável afirmar que pessoas que mantinham contato institucional com gestores, assinavam folhas de ponto, participavam de reuniões, elaboravam projetos e buscavam estrutura para trabalhar fossem desconhecidas da Administração Pública.
Ao longo desse período, os integrantes da equipe dedicaram incontáveis horas ao serviço público, muitas vezes trabalhando até altas horas da noite, aos finais de semana e durante feriados para atender demandas relacionadas aos projetos governamentais.
Também é importante esclarecer que não possuímos qualquer responsabilidade por eventuais atos praticados por terceiros e rejeitamos qualquer tentativa de nos colocar indiscriminadamente no mesmo contexto de pessoas cujas condutas são objeto de questionamentos.
No caso específico desta manifestação, esclarece-se ainda que eventuais atuações profissionais privadas anteriormente realizadas por integrantes da equipe ocorreram em caráter particular e sem qualquer relação com as atividades posteriormente desempenhadas no âmbito da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Existem documentos, registros de frequência, agendas de reuniões, comunicações institucionais, mensagens, apresentações, processos administrativos e demais elementos capazes de comprovar a efetiva prestação dos serviços realizados.
Por essa razão, causa profunda indignação a tentativa de associar profissionais sérios, que dedicaram tempo, esforço e conhecimento ao desenvolvimento de projetos públicos, à condição de "funcionários fantasmas".
A verdade é simples: éramos conhecidos, éramos cobrados, éramos acompanhados e trabalhávamos diariamente para o Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Nossa existência nunca foi um segredo. Nossa atuação nunca foi invisível. Nosso trabalho pode ser demonstrado por documentos, registros e testemunhos.
Confiamos que qualquer análise séria e responsável dos fatos será capaz de distinguir narrativas de provas."
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