Sexta-feira, 24 de abril de 2026
Política

Decisão do STF mantém governador interino do Rio até definição das eleições

Ministro Cristiano Zanin mantém Ricardo Couto de Castro no cargo até julgamento final

Por Fabrício Freitas
24/04/2026 às 17h12

Ricardo Couto de Castro permanece governador interino do Rio até decisão do STF / Foto: Gil Ferreira/Agência CNJ

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu nesta sexta-feira (24) manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto de Castro, no exercício interino do governo do estado. A permanência vale até que o STF volte a deliberar sobre o modelo de eleição para o mandato-tampão do Executivo estadual.

A decisão foi tomada após pedido do PSD do Rio de Janeiro para que fosse reafirmada a liminar que garantiu ao presidente do TJRJ a chefia temporária do governo fluminense. O movimento ocorreu depois que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, deputado Douglas Ruas, do PL, pediu ao ministro Luiz Fux, relator de outra ação sobre o caso, para assumir o cargo de governador interino.

Na decisão, Zanin afirmou que o cenário institucional deve ser preservado até nova manifestação do Supremo. Segundo o ministro, o Plenário da Corte já havia definido que, até outra deliberação, o comando do estado deve permanecer com o presidente do Tribunal de Justiça, com todos os poderes e prerrogativas da chefia do Executivo.

“Não há nada a ser provido”, escreveu Zanin, ao registrar que o próprio STF explicitou a permanência de Ricardo Couto de Castro no exercício do cargo de governador do Rio de Janeiro.

A disputa ocorre em meio à indefinição sobre o formato da eleição para o mandato-tampão. O Supremo ainda precisa decidir se a escolha será direta, com voto popular, ou indireta, por meio dos deputados estaduais da Alerj.

O julgamento sobre o tema foi suspenso no dia 9 de abril, após pedido de vista do ministro Flávio Dino. Na ocasião, Dino informou que pretende devolver o processo para julgamento depois da publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral no caso que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade.

O acórdão do TSE passou a ter papel central na controvérsia porque trata dos efeitos da decisão eleitoral e da vacância no comando do Executivo estadual. A partir dele, o STF deverá definir o caminho jurídico para a escolha de quem cumprirá o restante do mandato.

O PSD, partido do prefeito do Rio, Eduardo Paes, defende a manutenção do entendimento que deixou Ricardo Couto de Castro no governo interino. Já o PL, legenda de oposição a Paes, busca viabilizar a posse de Douglas Ruas, presidente da Alerj, no comando temporário do estado.

Com a nova manifestação de Zanin, Ricardo Couto de Castro permanece no Palácio Guanabara enquanto o Supremo não conclui a análise sobre a eleição suplementar. A decisão mantém o atual arranjo institucional e evita mudança imediata no comando do Executivo fluminense antes da palavra final da Corte.

Fonte: Agência Brasil

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